Colóquio Viver o Tempo debateu direitos da pessoa idosa
Evento reuniu especialistas, comunidade e apresentação cultural no Museu Antropológico da UFG
Texto: João Lúcio
No dia 30 de outubro, o miniauditório do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi palco do Colóquio Viver o Tempo: Envelhecimento, Visibilidade, Direitos e Protagonismo. O encontro reuniu a comunidade acadêmica e externa para promover uma reflexão sobre direitos humanos, políticas públicas, saúde mental, combate ao etarismo e garantia da dignidade na velhice.
Com o tema “Quando a idade não nos apaga: existir, participar e ser visto”, o colóquio buscou lançar luz sobre as barreiras da invisibilidade social enfrentadas pelas pessoas idosas e reforçar a necessidade de reconhecê-las como sujeitos ativos de direitos nos espaços sociais e institucionais.
Reflexões, conferências e escuta ativa
A programação contou com palestra e debate ministrado por especialistas convidados. Estiveram presentes Yan Guedes Ferreira, representante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Inhumas e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa e Neusa Alves Pessoa, coordenadora de Fiscalização e Monitoramento de Serviços de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). As conferências e mesas-redondas abordaram as intersecções entre o envelhecimento, a saúde mental, as políticas públicas vigentes e os desafios práticos do envelhecer com direitos no cenário atual.
Além dos painéis teóricos, o evento reservou espaço para a expressão cultural e a escuta ativa. A abertura contou com a apresentação da Companhia de Teatro Senhoras do Cerrado, e a programação foi encerrada com a atividade "A palavra é da pessoa idosa", momento dedicado ao compartilhamento de vivências, relatos e reflexões conduzidos pelos próprios participantes idosos.
Extensão universitária e transformação social
O Colóquio Viver o Tempo é uma ação do projeto de extensão Viver em Cena, coordenado por Adelino Carvalho, vice-diretor do Museu Antropológico, órgão vinculado à Secretaria de Arte e Cultura da UFG (SeACult/UFG). A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Cia de Teatro Senhoras do Cerrado, dirigida pelo professor e psicólogo Wadson Gama.
A realização do evento reforça o compromisso da UFG em conectar a produção acadêmica com as demandas da sociedade, estimulando o debate público em prol de uma comunidade inclusiva.
Confira os registros fotográficos completos aqui.
Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)
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