Museu Antropológico da UFG integra ação de cidadania no território Tapuia do Carretão
Iniciativa reuniu lideranças indígenas para promover acesso à justiça e retificação de documentos
Texto: João Lúcio
Fotos: Adelino Carvalho e Rudnney Silva
No dia 06 de julho de 2026, o Museu Antropológico (MA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) participou da 3ª Edição do projeto Defensorias no Araguaia, realizada na Aldeia Carretão, no município de Nova América (GO). O vice-diretor da unidade, Adelino Carvalho, representou a Direção do Museu atendendo ao convite oficial do Defensor Público-Geral do Estado de Goiás, Tiago Gregório Fernandes. O evento contou com a presença de lideranças fundamentais da comunidade, como o Cacique Dorvalino.
O projeto é uma articulação conjunta entre as Defensorias Públicas de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, contando com a colaboração de órgãos como a Defensoria Pública da União (DPU), INSS, Receita Federal, Funai e prefeituras locais. O objetivo central da ação é garantir a defesa dos direitos humanos e ampliar o acesso à justiça para populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
Para o Museu Antropológico, a participação visou a consolidação de redes de cooperação com instituições estaduais e a apresentação da nova gestão da UFG e do MA junto aos atores locais. Durante o evento, foi realizada uma roda de conversa com o povo Tapuia do Carretão. Segundo Adelino Carvalho, “Para além da efetivação de direitos humanos e do exercício da cidadania junto ao povo Tapuia, a ação configurou-se como um espaço de escuta qualificada das demandas comunitárias, tanto imediatas quanto estruturais".
Entre os serviços prestados à comunidade, destacaram-se o atendimento jurídico integral, orientações previdenciárias e de saúde, além da emissão de documentos. Um dos resultados de maior impacto foi a retificação de registros civis para a inclusão do nome da etnia “Tapuia” nos documentos oficiais, medida que atua como "marcador de identidade, legitimando a continuidade histórica e o sentimento de pertencimento territorial e ancestral dos sujeitos", afirma Adelino Carvalho.
A presença institucional da UFG na Aldeia Carretão reafirma o compromisso da universidade com a promoção da cidadania e o fortalecimento do diálogo com os povos originários.
Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)
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