Museu sedia a 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no mês de Junho
A mostra será realizada entre 23 e 26 de junho no miniauditório do MA/UFG
Texto: João Lúcio
Entre os dias 23 e 26 de junho, o Museu Antropológico da UFG sedia a 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos (MCDH), um evento que busca democratizar o acesso ao cinema brasileiro e fomentar debates sobre questões sociais. As exibições acontecem no Miniauditório do Museu, espaço que será oficialmente reinaugurado durante a mostra após passar por reformas estruturais.
Nesta edição, o tema central é “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, reunindo obras de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos que convidam o público a refletir sobre a preservação do meio ambiente, patrimônio e a diversidade cultural. A iniciativa é uma realização do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em parceria com o Ministério da Cultura, alcançando mais de 660 municípios em todo o país como parte da Mostra Difusão.
Programação Diversificada e Inclusiva
A programação foi pensada para atender a diferentes públicos, desde estudantes até o público em geral, com todas as sessões gratuitas.
Sessão de Abertura e Curtas Temáticos
A mostra começa oficialmente na terça-feira (23/06), às 19h, com a exibição do documentário Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, uma produção mineira de 2024 com 90 minutos de duração.
Na quarta-feira (24/06), às 14h, a "Sessão Nego Bispo (Terra)" apresenta o documentário paraense Pau D’Arco, de 2025, que aborda a luta pela terra e justiça social.
Programação para o público escolar
A educação é um pilar central desta edição. De quarta a sexta-feira, sempre às 09h, ocorrem as "Sessões com Escolas", exibindo os filmes Eu sou Raiz e Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga, este último uma produção de 2025 que envolve os biomas de Goiás, Tocantins, Distrito Federal e Mato Grosso.
Programação para o público infantil
Na quinta-feira (25/06), às 14h, a "Sessão Infantil" traz quatro animações que utilizam a linguagem lúdica para discutir temas como ancestralidade e ecologia:
Ga vī: a voz do barro (PR).
Òsányìn: O segredo das folhas (AL/BA/RJ).
No início do Mundo (CE).
Amazônia sem garimpo (RJ).
Encerramento e Crise Climática
O último dia da mostra, sexta-feira (26/06), conta com duas sessões temáticas a partir das 14h. A "Sessão de Raoni (Floresta)" exibe o documentário Grão. Logo após, a "Sessão Antônia Melo (Água)" apresenta os curtas Kutala e Volta Grande, reforçando a urgência da proteção dos nossos recursos hídricos.
Interseccionalidade e Parcerias Locais
A realização da mostra no Museu Antropológico da UFG não ocorre de forma isolada. O evento integra a programação simultânea da 2ª Semana de Migrantes, Refugiados e Apátridas de Goiás, organizada pela AMIRA, que acontece no mesmo local entre 25 e 28 de junho, oferecendo serviços de cidadania.
Localmente, a mostra é coordenada pela Secretaria de Arte e Cultura da UFG (SEACULT) e conta com o apoio de diversos coletivos e núcleos de pesquisa, incluindo o Cineclube Cuca Maluca, o Coletivo Magnífica Mundi de educomunicação, o Núcleo de Direitos Humanos da UFG (NDH), o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (PPGIDH), a Associação Brasileira de Geógrafos (AGB-Goiânia), o Grupo de Pesquisa Dona Alzira (IESA/UFG) e a Associação de Migrantes, Refugiados e Apátridas de Goiás - AMIRA.
Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)
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