Espetáculo "Invisibilidade" ocupa o Teatro Goiânia com narrativas de mulheres idosas
Montagem de projeto de extensão do Museu se apresenta em sessões gratuitas nos dias 18 e 19 de junho
Texto e fotos: João Lúcio
Nos dias 18 e 19 de junho, o Teatro Goiânia recebe o espetáculo Invisibilidade, produção da Companhia de Teatro Senhoras do Cerrado que transforma em linguagem cênica as memórias, experiências e trajetórias de mulheres idosas. As apresentações acontecem no dia 18, às 18h, e no dia 19, às 19h, com entrada gratuita.
A montagem integra o Projeto de Extensão Viver em Cena, desenvolvido pelo Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenado por Adelino Carvalho. O trabalho foi concebido em alusão ao mês de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa e reafirma o papel da arte como instrumento de reflexão, cidadania e valorização da memória social.
Inspirado em relatos de mulheres residentes em Instituições de Longa Permanência, o espetáculo reúne histórias marcadas por afetos, desafios, conquistas e resistência. Em cena, personagens simbólicos conduzem o público por diferentes tempos e experiências, evidenciando a riqueza de vidas que frequentemente permanecem à margem da narrativa social.
Com direção geral e roteiro de Wadson Gama, Invisibilidade apresenta um conjunto de personagens que representam distintas vivências do envelhecimento feminino. Entre elas estão Aurora, que aos 97 anos transforma sua própria história em celebração da vida; Inácia, que carrega a força de quem enfrentou barreiras impostas pelo racismo e pela desigualdade; além de figuras como Alícia Corelli e Quitéria das Dores, cujas trajetórias refletem questões relacionadas ao pertencimento, reconhecimento e dignidade.
A encenação articula teatro, música e movimento em uma construção estética marcada por sete coreografias que acompanham o percurso dramático da obra. A proposta valoriza a memória como patrimônio coletivo e reconhece as mulheres idosas como protagonistas de histórias fundamentais para a compreensão da sociedade contemporânea.
Para Adelino Carvalho, coordenador do projeto, a iniciativa reforça a aproximação entre universidade, cultura e comunidade. Já para Wadson Gama, a montagem representa um espaço de escuta e valorização de experiências que merecem visibilidade e reconhecimento.
Realizado pela Companhia de Teatro Senhoras do Cerrado e pelo Projeto de Extensão Viver em Cena, do Museu Antropológico da UFG, o espetáculo conta com apoio do Teatro Goiânia, da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás) e do Governo de Goiás.
Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)
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