Oficina de Fanzine promove criatividade e expressão artística no Museu Antropológico da UFG
Atividade dos projetos de extensão Ateliê da Palavra e Flore-Ser foi mediada pela artista Ilda Santa Fé
Texto e fotos: João Lúcio
Na tarde deste sábado (30 de maio), o Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG) recebeu uma Oficina de Fanzine promovida pelos projetos de extensão Ateliê da Palavra e Flore-Ser, ambos vinculados à Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da UFG. A atividade reuniu participantes interessadas em explorar formas de expressão artística e produção editorial independente.
O Ateliê da Palavra é coordenado pela professora Danielle Tega, da FCS, enquanto o projeto Flore-Ser é coordenado pela professora Elis Veloso, também pedagoga na Biblioteca Central da UFG. A oficina contou ainda com a presença de Lorena Flores, vice-coordenadora de ambos os projetos, reforçando a integração entre as iniciativas extensionistas.
As participantes foram recebidas pelo coordenador de Intercâmbio Cultural do Museu Antropológico, João Lúcio. A mediação da oficina ficou a cargo da artista Ilda Santa Fé, que apresentou a história, os conceitos e as múltiplas possibilidades de criação dos fanzines.
Durante a atividade, Ilda explicou que o fanzine é uma publicação independente e artesanal que pode assumir diferentes formatos e conteúdos. “Um fanzine pode receber um livro de artista, um manual de como plantar suculentas ou até mesmo um manual de como fazer fanzines”, destacou.
O termo “fanzine” resulta da junção das palavras inglesas fan e magazine e refere-se a publicações produzidas por admiradores de temas específicos, como música, cinema, literatura, quadrinhos e outras expressões culturais ou de movimentos sociais. Surgidos como uma forma alternativa de comunicação, os fanzines se consolidaram como espaços de liberdade criativa, permitindo que indivíduos e pequenos grupos compartilhassem ideias, experiências e produções artísticas sem as limitações dos meios editoriais convencionais.
Caracterizados pela produção artesanal, pelas pequenas tiragens e pela circulação independente, os fanzines historicamente funcionam como laboratórios de experimentação estética e literária. Em suas páginas, convivem poemas, contos, desenhos, colagens, quadrinhos, críticas culturais, manifestos e reflexões sobre temas diversos.
Ao longo da oficina, as participantes tiveram contato com técnicas de composição visual, colagem, escrita criativa e diagramação manual. O encontro estimulou a produção autoral e o compartilhamento de experiências, valorizando a criatividade como ferramenta de expressão individual e coletiva.
Como culminância da atividade, as oficineiras apresentaram seus trabalhos ao grupo, compartilhando os processos de criação e os temas explorados em seus fanzines. As produções revelaram a diversidade de olhares e abordagens presentes no encontro, reafirmando o potencial do fanzine como instrumento de experimentação artística, comunicação e construção de narrativas próprias.
Confira todos os registros fotográficos em: Museu
Source: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/UFG)
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