Atividade Labarq Maleta Arqueologica

Museu Antropológico leva arqueologia e cultura indígena a escolas municipais

Atualizada em 27/04/26 12:09.

Atividades promovidas utilizam objetos didáticos e contação de histórias para estimular o aprendizado intercultural entre crianças de 4 a 7 anos

Texto: João Lúcio
Fotografias: Nicole Erika Paula de Oliveira, Juliana Gomes da Silva e Márcia de Fátima Ferreira Balieiro

Atividade Labarq Maleta Arqueologica
Tatyana Beltrão ao centro com estudantes



O Museu Antropológico da UFG realizou, nos dias 23 e 24 de abril, atividades educativas voltadas à valorização da arqueologia e dos saberes dos povos indígenas. A iniciativa aconteceu em duas unidades da rede municipal de ensino de Goiânia: a Escola Municipal Manoel José de Oliveira e a Escola Municipal Jesuína de Abreu.

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Diego Mendes ao centro com estudantes

 

Com o tema “Arqueologia e olhares aos povos indígenas”, a ação foi direcionada a crianças da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental, com idades entre 4 e 7 anos. A proposta central foi promover uma experiência educativa baseada na interculturalidade, aproximando os estudantes do patrimônio arqueológico e das tradições indígenas por meio de atividades lúdicas e interativas.

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Objeto arqueológico

 

Um dos destaques da programação foi o uso da chamada “Maleta Arqueológica”, um recurso didático que reúne réplicas de artefatos e peças do acervo arqueológico e etnográfico do museu. Durante as rodas de conversa, as crianças têm a oportunidade de manusear os objetos, estimulando a curiosidade e o aprendizado sensorial.

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Escola Municipal Jesuína de Abreu.
Fotografia: Márcia de Fátima Ferreira Balieiro.

 

As atividades incluem contação de histórias, como a narrativa sobre a origem do fogo, além de momentos de escuta de cantigas indígenas, como a música tradicional da comunidade São Pedro, no Rio Negro. A ambientação dos espaços escolares foi adaptada com elementos visuais para favorecer a imersão das crianças, que participaram organizadas em grupos com duração média de 40 minutos cada.

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Elementos visuais

 

Na Escola Municipal Manoel José de Oliveira, as turmas foram divididas em grupos de aproximadamente 60 crianças, enquanto na Escola Municipal Jesuína de Abreu os grupos tiveram cerca de 38 participantes. A programação contemplou atividades nos turnos matutino e vespertino, distribuídas ao longo dos dois dias.

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Escola Municipal Jesuína de Abreu.
Fotografia: Márcia de Fátima Ferreira Balieiro.

 

Para a professora Nicole Erika Paula de Oliveira, da Escola Municipal Manoel de Oliveira, "A visita do Museu Antropológico da UFG trouxe uma manhã cheia de descobertas e encantamentos à nossa escola, onde as crianças tiveram a oportunidade de conhecer de perto a riqueza da cultura indígena, aprendendo sobre a relação profunda dos povos originários com a natureza. Foi uma experiência sensorial e educativa através da observação e da contação de histórias que valorizam nossa herança cultural. Um momento especial para respeitar, aprender e celebrar a diversidade do Brasil", descatou.

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Equipe da Escola Municipal Manoel José de Oliveira com equipe do museu

 

Tatyana Beltrão, do Museu Antropológico, explica que a ação educativa "integra o projeto 'Pesquisa, Salvaguarda e Comunicação Museal dos Acervos Arqueológicos do Museu Antropológico/UFG' com objetivo de ampliar a acessibilidade aos públicos escolar e ampliar os diálogos quanto a educação para as relações étnico-raciais".

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Atividade realizada pelos estudantes.



O museu destaca ainda que a participação ativa de professores e educadores das escolas foi essencial para o bom andamento das atividades. A ação integrou os esforços do Laboratório de Arqueologia da UFG em aproximar o conhecimento acadêmico da comunidade escolar, contribuindo para uma educação mais inclusiva e conectada à diversidade cultural brasileira.

Fonte: Laboratório de Arqueologia (LabArq/UFG)

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