Bolsista do OPIG/MA/UFG participa do ATL 2026
Acampamento Terra Livre é considerado a maior assembleia indígena do Brasil
Texto: João Lúcio e Glauber Iesoru Masion Karajá (Yebis Karajá)
Fotografias: Cleiton Itxeó Karajá, Hadori Karajá e Cleiton Itxeó Karajá
O bolsista Glauber Iesoru Masion Karajá (Yebis Karajá), do projeto Observatório dos Povos Indígenas de Goiás: Direitos Humanos, Saberes do Cerrado e Inclusão Social, do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás, participou do Acampamento Terra Livre 2026, realizado em Brasília, considerado a maior assembleia indígena do Brasil. O encontro reuniu povos originários de diversas regiões do país em torno da defesa de direitos constitucionais e da preservação de seus territórios.
Fotógrafo: Cleiton Itxeó Karajá
Com o tema “Nosso futuro não está à venda: A resposta somos nós”, a edição deste ano destacou o enfrentamento às pressões sobre terras indígenas, especialmente diante da atuação de grandes empresas e projetos econômicos que avançam sobre áreas preservadas sem consulta às comunidades. A mobilização também trouxe à tona críticas a iniciativas que, segundo lideranças indígenas, ameaçam a soberania dos povos e seus modos de vida.
Fotografia: Hadori Karajá
Durante o evento, foram debatidas pautas centrais como a demarcação de territórios, a proteção ambiental, o combate às violências, além do fortalecimento das políticas de saúde e educação indígena. A defesa da autonomia dos povos originários também esteve entre os principais pontos discutidos.
Fotografia: Hadori Karajá
As marchas realizadas ao longo da programação reuniram milhares de participantes nas ruas da capital federal, evidenciando a articulação e a união entre diferentes povos indígenas. Os atos expressaram a mobilização coletiva em defesa da vida, dos territórios e das futuras gerações, além de reforçarem o protagonismo indígena nas decisões políticas que impactam diretamente suas comunidades.
Fotografia: Hadori Karajá
Para Glauber Iesoru Masion Karaja (Yebis Karajá), o ATL 2026 consolida-se como um espaço estratégico de resistência e incidência política. Segundo ele, o encontro reafirma a continuidade da luta dos povos indígenas frente às ameaças contemporâneas, mantendo viva a articulação nacional em defesa de seus direitos e da preservação ambiental.
Fotografia: Hadori Karajá
A edição deste ano também enfatizou denúncias sobre impactos de grandes empreendimentos, como desmatamento, exploração mineral e expansão de monoculturas, além de alertas sobre novas formas de ameaça, incluindo o uso de tecnologias que podem afetar a comunicação e a representação dos povos indígenas.
Fotografia: Hadori Karajá
Glauber Iesoru Masion Karaja (Yebis Karajá) integrou a mobilização acompanhando o ônibus da Secretaria de Inclusão (SIN) da Universidade Federal de Goiás, contribuindo no deslocamento e na articulação dos participantes até a capital federal, onde ocorreram as atividades do acampamento.
Fotografia: Teytxiwa Karajá
Considerado um marco anual de mobilização, o Acampamento Terra Livre segue como um dos principais espaços de articulação política indígena no país, reunindo lideranças, organizações e apoiadores na construção de estratégias coletivas para a defesa de direitos e territórios.
Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)
Categorias: Notícias capa