ATL 2026

Bolsista do OPIG/MA/UFG participa do ATL 2026

Atualizada em 13/04/26 12:11.

Acampamento Terra Livre é considerado a maior assembleia indígena do Brasil

Texto: João Lúcio e Glauber Iesoru Masion Karajá (Yebis Karajá)
Fotografias: Cleiton Itxeó Karajá, Hadori Karajá e Cleiton Itxeó Karajá

O bolsista Glauber Iesoru Masion Karajá (Yebis Karajá), do projeto Observatório dos Povos Indígenas de Goiás: Direitos Humanos, Saberes do Cerrado e Inclusão Social, do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás, participou do Acampamento Terra Livre 2026, realizado em Brasília, considerado a maior assembleia indígena do Brasil. O encontro reuniu povos originários de diversas regiões do país em torno da defesa de direitos constitucionais e da preservação de seus territórios.

Yabis Karajá ATL 2026
Glauber Iesoru Masion Karajá (Yebis Karajá).
Fotógrafo: Cleiton Itxeó Karajá

 

Com o tema “Nosso futuro não está à venda: A resposta somos nós”, a edição deste ano destacou o enfrentamento às pressões sobre terras indígenas, especialmente diante da atuação de grandes empresas e projetos econômicos que avançam sobre áreas preservadas sem consulta às comunidades. A mobilização também trouxe à tona críticas a iniciativas que, segundo lideranças indígenas, ameaçam a soberania dos povos e seus modos de vida.

Povo INY ATL 2026
Iny Mahadu.
Fotografia: Hadori Karajá 

 

Durante o evento, foram debatidas pautas centrais como a demarcação de territórios, a proteção ambiental, o combate às violências, além do fortalecimento das políticas de saúde e educação indígena. A defesa da autonomia dos povos originários também esteve entre os principais pontos discutidos.

Passeata ATL 2026
Passeata.
Fotografia: Hadori Karajá

 

As marchas realizadas ao longo da programação reuniram milhares de participantes nas ruas da capital federal, evidenciando a articulação e a união entre diferentes povos indígenas. Os atos expressaram a mobilização coletiva em defesa da vida, dos territórios e das futuras gerações, além de reforçarem o protagonismo indígena nas decisões políticas que impactam diretamente suas comunidades.

Passeata ATL 2026 2
Passeata.
Fotografia: Hadori Karajá

 

Para Glauber Iesoru Masion Karaja (Yebis Karajá), o ATL 2026 consolida-se como um espaço estratégico de resistência e incidência política. Segundo ele, o encontro reafirma a continuidade da luta dos povos indígenas frente às ameaças contemporâneas, mantendo viva a articulação nacional em defesa de seus direitos e da preservação ambiental.

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Glauber Iesoru Masion Karaja (Yebis Karajá).
Fotografia: Hadori Karajá

 

A edição deste ano também enfatizou denúncias sobre impactos de grandes empreendimentos, como desmatamento, exploração mineral e expansão de monoculturas, além de alertas sobre novas formas de ameaça, incluindo o uso de tecnologias que podem afetar a comunicação e a representação dos povos indígenas.

ATL 2026
Passeata.
Fotografia: Hadori Karajá 



Glauber Iesoru Masion Karaja (Yebis Karajá) integrou a mobilização acompanhando o ônibus da Secretaria de Inclusão (SIN) da Universidade Federal de Goiás, contribuindo no deslocamento e na articulação dos participantes até a capital federal, onde ocorreram as atividades do acampamento.

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Delegação do ônibus da SIN.
Fotografia: Teytxiwa Karajá

 

Considerado um marco anual de mobilização, o Acampamento Terra Livre segue como um dos principais espaços de articulação política indígena no país, reunindo lideranças, organizações e apoiadores na construção de estratégias coletivas para a defesa de direitos e territórios.

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Passeata. Fotografia: Cleiton Itxeó Karajá 

 

Fonte: Coordenação de Intercâmbio Cultural (CIC/MA)

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