UFG e MPF/GO firmam convênio para promoção dos direitos indígenas
Parceria prevê ações conjuntas das instituições e fortalece a atuação do Observatório dos Povos Indígenas de Goiás
Texto e fotos: Ênya Morais
Lucas Yabagata, Cristiane Tomaz, Pedro Wilson, Manuel Lima Filho, Jesiel Freitas, Angelita Pereira de Lima, Léa Moreira Lima, Adriana Uassuri de Souza, Tatyana Beltrão, Renata Alves e Epitácio Santos.
A Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) assinaram, nesta quarta-feira (7), um protocolo de intenções que formaliza um convênio de cooperação técnica, científica e institucional em prol da população indígena do Estado. A parceria prevê o desenvolvimento conjunto de ações de monitoramento, documentação e promoção dos direitos humanos dos povos indígenas de Goiás — Iny Karajá, Tapuia e Avá-Canoeiro.
A assinatura ocorreu no Gabinete da Reitoria da UFG e contou com a presença da reitora Angelita Pereira de Lima; do vice-reitor Jesiel Freitas; da procuradora-chefe do MPF/GO, Léa Batista de Oliveira Moreira Lima; do diretor do Museu Antropológico da UFG, Manuel Ferreira Lima Filho; do coordenador-geral do Observatório dos Povos Indígenas de Goiás (OPIG), Pedro Wilson Guimarães; da representante indígena Iny-Karajá, Adriana Uassuri de Souza; além de membros do Observatório.
Durante o encontro, o professor Manuel Ferreira Lima Filho, que também coordena o OPIG, destacou a relevância da cooperação para a Universidade e para a sociedade. “Ganham com essa iniciativa os povos indígenas de Goiás e a sociedade brasileira”, afirmou. O docente agradeceu o apoio da Reitoria da UFG na construção do projeto e a acolhida do MPF/GO na consolidação da parceria interinstitucional.
O coordenador-geral do OPIG, Pedro Wilson, ressaltou a importância de resgatar, defender e promover os direitos humanos dos povos indígenas de Goiás, e destacou ações que garantam a sobrevivência e a permanência desses povos que já sofreram com a dizimação. Ele lembrou ainda da trajetória da primeira professora indígena da UFG, Eunice Tapuia, atual coordenadora local do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade) da Licenciatura Intercultural da Universidade.
Apresentação do projeto arquitetônico do Espaço Intercultural Indígena pela Reitoria durante o encontro.
A procuradora-chefe do MPF/GO, Léa Lima, destacou a satisfação em acompanhar os esforços da UFG em investimentos e ações voltadas à causa indígena. Ela pontuou a escassez de recursos públicos destinados à área e elogiou o comprometimento da Universidade. “Ações como essa sinalizam para a sociedade a importância da temática dos povos indígenas”, afirmou. Léa ressaltou que a cooperação fortalece o trabalho do MPF/GO na defesa das populações indígenas e amplia o acesso das comunidades a canais de denúncia e proteção de direitos. “No ambiente universitário, muitos povos indígenas se sentem mais à vontade para buscar apoio”, explicou.
O vice-reitor Jesiel Freitas destacou a excelência acadêmica da UFG, com forte atuação em pesquisa, graduação e pós-graduação, ressaltou ainda que esse reconhecimento está diretamente ligado às políticas de inclusão e acolhimento. Ele apresentou o projeto arquitetônico do Espaço Intercultural Indígena, que está em construção no Câmpus Samambaia. O centro de convivência contará com área de aproximadamente 8 mil m², incluindo auditório, refeitório, alojamento e espaços de convivência, com previsão de conclusão das obras em até 18 meses. “Nos alegra saber que a UFG é referência na formação intercultural indígena”, afirmou.
A reitora Angelita Pereira de Lima relembrou a trajetória da UFG na promoção da inclusão dos povos indígenas, desde o acesso até a permanência e a formação acadêmica. Ela destacou iniciativas como o Programa UFG Inclui, as ações afirmativas na graduação e na pós-graduação, a assistência estudantil, projetos de pesquisa e extensão, além do Observatório dos Povos Indígenas de Goiás e do InstitutoTakinahakỹ de Formação Superior Indígena. “Hoje, a Universidade conta com três professores indígenas concursados, formados aqui”, celebrou. Angelita ressaltou ainda o investimento de R$ 18 milhões no Espaço Intercultural Indígena e afirmou que a cooperação com o MPF/GO representa um passo fundamental para o fortalecimento e a garantia dos direitos da população indígena em Goiás. “Este convênio não é só um ato simbólico, mas um ato efetivo de fortalecimento da UFG e do OPIG”.
Confira alguns registros fotográficos:
Fonte: Coordenação Administrativa
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