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Bonecas Karajá

Atualizado em 19/11/14 09:23.
Projeto de Pesquisa Bonecas Karajá: arte, memória e identidade indígena no Araguaia
O projeto Bonecas Karajá: arte, memória e identidade indígena no Araguaia foi desenvolvido no período de janeiro de 2009 a janeiro de 2012 e teve como objetivo realizar estudos etnográficos sobre as bonecas de cerâmica Karajá, denominadas ritxoko (fala feminina) e ritxoo (fala masculina), com o intuito de fornecer subsídios para propor o registro deste bem cultural como patrimônio cultural imaterial brasileiro, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, registro concedido em fevereiro de 2012. O povo Iny, dividido em três subgrupos (Karajá, propriamente ditos, Xambioá e Javaé), habita a ilha do Bananal e todo o vale do Rio Araguaia, se distribuindo em dezenas de aldeias localizadas de norte a sul nos estados do Pará, Mato Grosso, Tocantins e Goiás. A pesquisa de campo foi realizada nas aldeias Santa Isabel do Morro, Hawalò Mahãdu, JK, Werebia e Wataú, na Ilha do Bananal e em Buridina e Bidè-burè, situadas na cidade de Aruanã, no estado de Goiás.

Através das bonecas de cerâmica, as mulheres Karajá representam o mundo material e simbólico do povo Iny, por meio da arte de modelagem da argila e da decoração das peças. O projeto reuniu informações sobre os distintos aspectos associados ritxoko, ou ritxoo, incluindo os modos de fazer, as matérias primas utilizadas e suas formas de seleção, coleta e preparação; usos cotidianos, lúdico-educativo e rituais das peças e sua distribuição e comercialização; transformações ocorridas ao longo do tempo, bem como o lugar que esses objetos ocupam na rede de relações sociais e simbólicas da sociedade Karajá e desta com os demais segmentos da sociedade nacional.

Sob a coordenação das professoras Nei Clara de Lima, na época diretora do Museu Antropológico da UFG, e Telma Camargo da Silva, o projeto contou com a participação do/a/s pesquisadore/a/s Rosani Moreira Leitão (Museu Antropológico da UFG) e Manuel Ferreira Lima Filho (Faculdade de Ciências Sociais/UFG), da consultoria de Patrícia Rodrigues de Mendonça (Vínculo livre) e Edna Luísa de Melo
Taveira (professora aposentada/UFG), além de estagiários de cursos de graduação da UFG.

O projeto contou no seu primeiro ano de execução com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Chamada Pública n° 01/2008). Nos anos seguintes teve como principal parceiro e patrocinador o IPHAN- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, através da Superintendência do Estado de Goiás.
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